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Nova Lei de Trânsito: Veja as Mudanças no CTB

Sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro em abril de 2021, nova lei traz diversas mudanças no CTB. Confira um resumo das principais alterações:
Aumento do limite da pontuação da CNH 
A partir desta nova lei, o motorista pode perder a CNH com 20, 30 ou 40 pontos, a depender da gravidade das infrações, no prazo de 12 meses. Caso exista duas ou mais infrações gravíssimas dentro desse período, a CNH é suspensa com 20 pontos. Caso haja uma infração gravíssima, a suspensão ocorre com 30 pontos. A pontuação só chegará em 40 (dentro de 12 meses) caso não ocorra nenhuma infração gravíssima. Para motoristas profissionais a regra é sempre de 40 pontos, independentemente das infrações. 

Validade da CNH 
Uma das mudanças mais significativas foi o aumento do prazo de validade da CNH. Ela foi de 5 para 10 anos, para motoristas de até 50 anos de idade. Para as demais idades, as regras são diferentes, confira: 

51 à 70 anos: A cada 5 anos; 
Acima de 70 anos: A cada 3 anos. 

Porte da CNH não obrigatório 
Fica dispensado o porte da CNH, desde que seja possível ter acesso ao sistema informatizado que garante que o motorista está habilitado e em estado regular. 

Cadeirinhas - Transporte de crianças 
Será autuado com multa gravíssima o motorista que transportar crianças sem observar as normas de segurança. O que mudou agora foi o limite de altura para utilização das "cadeirinhas". Crianças de 1,45m de até 10 anos devem usar o dispositivo de segurança por lei. Logo motos, ciclomotores e motonetas só poderão transportar crianças acima de dez anos. 

Recall "obrigatório"
A nova lei torna o recall das concessionárias uma condição para o veículo poder obter o licenciamento anual.

Multas viram advertências
Infrações médias ou leves se tornam apenas advertências, caso não haja reincidências dentro de um ano.

Uso do farol
Fica obrigatório o uso de faróis baixos apenas em rodovias de via simples e fora do perímetro urbano, exceto para motocicletas que permanecerá a regra antiga (uso de farol baixo em qualquer condição).


Você Sabe o Que é o Catalisador do seu Carro?

Quando foi introduzido nos carros nacionais, em 1992, o conversor catalítico (ou simplesmente catalisador) foi considerado um inimigo: prejudicava o desempenho, impedia antigos procedimentos (como instalar corte de ignição antifurto e ligar o carro "no tranco") e até emitia um desagradável odor, resultado da elevada concentração de enxofre na gasolina. 

 Hoje isso tudo está superado ou aceito, mas ainda restam dúvidas do que o catalisador representa para o automóvel e de como conservá-lo em bom estado. Antes de mais nada, o catalisador não é um filtro. Como o nome indica, sua função é catalisar ou modificar a composição química dos gases de escapamento, reduzindo sua toxicidade à saúde e ao meio-ambiente. Dentro do catalisador há uma estrutura cerâmica composta de milhares de pequenos canais, que lembram uma colméia de abelhas, por onde os gases passam para a reação química. Os gases percorrem cerca de 20 cm dentro do catalisador, em contato com metais nobres como paládio e rádio (motores a álcool substituem o rádio pelo molibdênio). 

Os fabricantes estimam em 80 mil km ou cinco anos a vida útil média do catalisador. Para que ela seja atingida ou mesmo bem ultrapassada, alguns cuidados são necessários. O mais importante é manter os sistemas de alimentação (carburador ou injeção) e ignição em perfeito estado, para que a combustão (queima) da mistura ar-combustível seja perfeita. Uma mistura muito rica, com excesso de combustível, resulta em queima irregular e no envio de combustível mal queimado ao escapamento, onde entra em combustão e superaquece o catalisador, podendo queimá-lo e entupi-lo. Atenção também ao uso de combustível de qualidade duvidosa. Pela mesma razão, automóveis com catalisador não podem utilizar sistemas antifurto com corte de ignição, que resultam em queima incompleta da mistura até que o motor apague. Ligar o carro "no tranco" (empurrado) pode causar o mesmo, sobretudo se houver problemas mecânicos (e não simples descarga da bateria) que dificultam a partida nessas condições. Evite ainda, em carros carburados, acelerar antes de desligar o motor (tão inútil quanto prejudicial). 

Outro cuidado é passar com cuidado em lombadas e trechos acidentados, para evitar choques no catalisador. Se o catalisador prejudica o desempenho, basta retirá-lo para ganhar alguns cavalos a custo zero, certo? Errado. Como os parâmetros de injeção (ou carburação) e ignição levam em conta a contrapressão que ele representa no sistema de escapamento, sua remoção desajusta o conjunto e pode causar irregularidades na alimentação, com aumento de consumo -- sem falar na poluição muito maior. Lembre-se que a alteração das características do carro é proibida e que testes de emissões poluentes devem ser feitos nos automóveis usados no futuro, trazendo problemas a quem tiver removido o catalisador.

Limpeza Profissional do Sistema de Arrefecimento

No dia 12/05 mostrei aqui no Clube do Carro uma forma caseira de se fazer a limpeza do sistema de arrefecimento do motor. Como dito no post, para uma limpeza completa e mais eficaz, seria necessário um equipamento adequado para poder drenar toda a água suja do motor. Como sempre, eu estava assistindo uns vídeos no Canal High Torque, no qual estou inscrito, e achei muito interessante um vídeo explicativo sobre limpeza do sistema de arrefecimento feito com equipamento devidamente adequado. Confira logo abaixo:




Este é o canal no youtube da Oficina High Torque, de Belo Horizonte, cujo seu dono Alexandre "abre" suas portas postando diversos vídeos muito bem explicados e transparentes do que acontece no dia-a-dia da HQ, consequentemente enriquecendo nosso conhecimento. Para os interessados do ramo, como eu, é um excelente canal para ser visitado.

Aprenda a Economizar Combustível Com o Seu Carro

Manutenção do veículo Pode-se economizar muito combustível apenas cuidando da manutenção básica do seu veículo. Manter os pneus na calibragem correta, por exemplo, pode gerar uma economia de até 10% de combustível, dependendo do automóvel e das condições de uso. E se você parar para pensar, não se “gasta” três minutos para calibrar os pneus. Trocar o óleo, as velas, e os filtros de óleo, ar e combustível seguindo a periodicidade que o manual do proprietário indica, além de economizar combustível (dependendo do caso, um carro com os itens citados acima muito sujos, pode ter o seu consumo elevado em até 25%, segundo estimativas). Alinhar e balancear os pneus é outro meio de manter o consumo de combustível baixo, pode-se reduzir o consumo em 5% (média). Revisões como alinhamento, balanceamento, troca do óleo, troca do filtro de óleo, ar e combustível pode custar de 300 a 350 reais em um carro popular, e tem duração média de um ano. Parece caro? Não é. Basta calcular: Em um ano, quanto você gastaria a mais em reabastecimento, se o consumo do seu carro estiver 15% mais alto, por exemplo? Modo de dirigir Grande parte do consumo de combustível é responsabilidade de quem está dirigindo o automóvel. Aprenda a dirigir economizando:
  • Evite excessos de velocidade, aceleradas fortes e freadas bruscas;
  • Reduza a velocidade: na estrada, o motor consome mais combustível quando o carro está acima dos 100 km/h;
  • Não freie com o motor. Para economizar combustível, o melhor é prever as freadas com tempo e frear sem pressa, usando apenas os freios e levantando completamente o pé do acelerador. Usar reduções bruscas de marcha para frear consome tanto combustível quanto andar em alta velocidade. Deixe este método para emergências ou para descidas de ladeiras;
  • Não use o desembaçador, as luzes ou o ar condicionado sem necessidade. O uso do ar condicionado pode consumir até 1,5 litro a cada 100 quilômetros;
  • Ande em rotações baixas. Você pode andar a 50 km/h em primeira ou em quinta marcha. A diferença está nas rotações em que o motor roda em cada caso e no combustível que ele consome nessas situações. O melhor é circular com o veículo nas marchas mais altas que puder. Isto reduzirá altas rotações, consumo e desgaste;
  • Evite descer ladeiras com o veículo desengatado, por questões de segurança e economia. Numa descida, sem acelerar e engatado, a central da injeção eletrônica entende a situação e corta o envio de combustível por certo momento.

Entenda a importância da Geometria, Rodízio e Balanceamento

Seu carro está "puxando" para um lado? O volante trepida quando você ultrapassa os 60km/h? Os pneus estão mais gastos de um lado? Então está na hora de fazer geometria e balanceamento no seu veículo.

Entenda o motivo: Geometria Quando um veículo está sendo projetado, faz-se necessário estabelecer um conjunto de regras que definam as medidas entre eixos e ângulos de inclinação das rodas o qual podemos denominar Geometria da Suspensão, mais conhecido como Alinhamento de Direção ou Rodas. Um veículo que não estiver com as especificações geométricas da suspensão em conformidade com o fabricante (em função de impactos fortes), estará sujeito a sofrer arrasto dos pneus em curva, desequilíbrio das forças que atuam no veículo quando em sentido de marcha (puxando para o lado), desgaste prematuro e irregular dos componentes da suspensão e pneus. Para obtenção de um desempenho estável e confiabilidade na direção faz-se necessário manter-se as medidas fornecidas pelo fabricante, dentro de uma revisão preventiva que não exceda o limite e tempo de quilometragem, garantindo assim um perfeito contato do pneu com o solo, uma adequada distribuição de carga nas rodas, além de favorecer um trabalho suave das molas, amortecedores e propiciando melhor dirigibilidade e segurança. Os aparelhos de medição da geometria podem ser do tipo mecânico (mais antigo), ótico, a lazer e computadorizado com relatório impresso. Todos os aparelhos tem condições de propiciar bons resultados, e o fator mais importante é ter um profissional treinado para o uso adequado do equipamento, conhecendo-se os ângulos corretos de cada veículo. 

Balanceamento

O Balanceamento de rodas consiste em equilibrar (compensar) o excesso ou má distribuição de massas no conjunto pneu e aro. O contra peso (chumbo) é utilizado para compensar a área da roda que apresenta desigualdade de peso favorecendo o equilíbrio no conjunto. Um veículo que apresenta uma vibração na carroçaria a uma velocidade acima dos 60 Km/h pode ter como causa o desbalanceamento das rodas traseiras, sendo que nas mesmas condições de dirigibilidade se a vibração for sentida no volante de direção, teremos um provável desbalanceamento nas rodas dianteiras. Com o tempo, esse chumbo poderá cair, ou descolar, fazendo com que a roda fique desbalanceada (explicando a trepidação), provocando um desgaste precoce do pneu. O balanceamento pode ser feito tanto com as rodas no carro (usando balanceador local), como com as rodas fora do carro (balanceador de coluna). Obs.: Com rodas amassadas, pneus recauchutados, deformados, o resultado dificilmente será o correto. 

Rodizío de Pneus 

Rodízio é o nome dado ao ato de inverter os pneus entre os eixos dianteiro e traseiro. Serve para que os mesmos tenham um desgaste uniforme, aproveitando o máximo deles. O recomendado é fazer Geometria, Balanceamento e Rodízio a cada 8.000km, podendo-se prorrogar no máximo até 10.000km, em casos normais. Mesmo se o veículo aparentemente não necessitar de tal manutenção, ela é necessária.

Água do Radiador, Quando Trocar?

Sistema de arrefecimento deve ser alvo de um cuidado especial do condutor, para um bom funcionamento do "coração" do seu carro. Se ele vem apresentando sintomas como: superaquecimento (fervura da água), elevação da temperatura rapidamente (sem esforços do motor), água muito suja, está na hora de fazer uma manutenção. 
Não tem mistério, e pode muito bem ser feito em casa este procedimento, economizando até uma graninha. 

1º Passo - Drenagem/Limpeza 

Com o motor frio, drene toda a água suja (para uma limpeza completa, será necessário equipamento específico) desconectando a mangueira ligada embaixo do radiador. Obs.: Em alguns casos mais críticos, será necessário usar um aditivo para a limpeza do sistema antes de drenar a água. Essa limpeza pode variar de 15 minutos ou até de 1 semana, dependendo do produto. Nesses casos (após muito tempo sem manutenção), a água apresentará uma cor marrom, em função da oxidação de materiais do radiador e a borracha das mangueiras. Tal situação, poderá encurtar a vida do radiador, tanto como o travamento da bomba d'água, causando a quebra do motor por causa de seu superaquecimento. 

2º Passo - Reabastecimento 

Utilize uma solução de água (de preferência filtrada ou desmineralizada, pois o cloro poderá prejudicar o funcionamento da bomba) e aditivo para radiador, na proporção 3/2 (60% de água e 40% de aditivo). Repita essa operação de acordo com a recomendação do fabricante. Obs.: O aditivo é fundamental, pois elevará o ponto de ebulição da água e diminuirá a temperatura de congelamento, ajudando também na lubrificação da bomba d'água. Caso o reservatório esteja encardido, e não seja possível sua limpeza, troque-o por um novo. Em necessidade de completar o reservatório, faça-o na mesma proporção 3/2.

Cuidado Para Não Ficar Sem Freio!

Num veículo, o freio é um dos mais importantes itens de segurança. Atualmente, os sistemas de freio de todas as marcas são confiáveis, mas, para total eficiência, eles dependem que o usuário faça as devidas revisões, conforme orientação do manual de proprietário. 

Verifique a cada 5.000 km discos, pastilhas, fluídos e tambores precisam ser verificados a cada 5.000 km – mas o momento da troca depende da forma como o veículo é dirigido ou pelas condições de piso que trafega. Ao substituir as pastilhas é preciso verificar o estado dos discos. Isto porque se uma pastilha chega ao fim, o atrito com o disco acontece metal/metal. Nestes casos, dependendo do estado e, principalmente, de sua espessura, o disco deve ser trocado – sempre o par, para não haver diferença de frenagem entre uma roda e outra. Quanto às lonas, usadas geralmente nas rodas traseiras, suas espessuras devem ser verificadas simultaneamente às pastilhas. No caso de troca, substitua também o kit de reparo. Quanto aos tambores, a maioria das montadoras recomenda a retífica dos mesmos a cada troca de lonas. 

Fluído de freio 

Toda a tecnologia aplicada em servo-freio, pastilhas, discos, tambores, lonas e outros itens, de nada adiantará sem um bom fluído. A substituição das pastilhas e lonas deve ser acompanhada deste item, sempre seguindo as especificações das montadoras. O líquido antigo não deve e não pode ser reaproveitado. Mesmo que o sistema não apresente desgaste, o fluído de freio deve ser verificado anualmente ou a cada 10.000 km. Com o tempo ele absorve a umidade do meio ambiente, perdendo sua eficiência e causando corrosão em vários componentes. 
Importante: no momento da substituição, é essencial a utilização de um fluído que atenda as especificações indicadas pelas montadoras. 


Comprando Um Carro? Aprenda Como Escolher

Antes de adquirir um carro, é importante saber fazer um ‘test drive’ e conhecer sua mecânica e desempenho. Você resolveu comprar um carro. O primeiro passo é visitar as concessionárias para fazer sua pesquisa ou ler sobre ele em revistas e sites especializados, descobrindo quais automóveis receberam as melhores classificações em itens como segurança, consumo e assim por diante. Quando sua lista estiver com poucas possibilidades, você deve reavaliar as marcas e modelos escolhidos. Assim que você decidir qual marca e modelo irá comprar, zero quilômetro ou usado, o teste de direção (conhecido por “test drive”), é uma ótima opção para ajudar a definir sua escolha. No início de tudo, o lado racional deve assumir o comando e, só na decisão final, é que deve entrar o lado emocional. É claro que os seus desejos pessoais o levarão a se interessar por determinado carro, mas, escolhidos os modelos para um comparativo pessoal, você deve fazer uma lista do que lhe agrada ou não. Essa lista é que será fundamental para você escolher. 

Pronto para testar o carro, comece pelo interior. Sente-se no banco do motorista e confira se o volante e os pedais estão em posição agradável. Ajuste para sua medida e perceba se está confortável. Banco com ajuste de altura e volante com ajuste de altura e profundidade são itens que marcam pontos decisivos. Veja se você fica confortável no carro, com uma altura mínima de quatro dedos da cabeça ao teto do veículo. A sensação de que o carro lhe caiu bem, ou seja, veste bem, é o melhor indicador de que você encontrou o carro que procurava. Depois vá observando os comandos e toque em todos os controles. Observe se estão ao seu alcance. Confira também os retrovisores externos e os compartimentos (porta-luvas, porta-mapas, porta-copos). Se o carro for usado, confira se tudo funciona: luzes, som, ar-condicionado, acionamento dos vidros, regulagens internas, etc. O tempo não pode jogar contra, por isso demore tanto quanto achar necessário. Um teste, para ser completo, não pode ser feito em menos de 30 minutos. Lembre-se que uma voltinha pelo quarteirão não será o suficiente. Se o carro que você vai testar for diferente do seu, ou seja, for maior, mais potente ou um 4x4, não tenha receio e fique um tempinho a mais para se acostumar ao tamanho e à performance do veículo. 

Nunca ligue o rádio. Ao rodar com o carro, prefira não ligar o som – isso vai fazer você perceber melhor os detalhes, principalmente o nível de ruídos. Procure diversificar o trajeto, percorrendo, quando possível, ruas acidentadas e prestar atenção em algum ruído fora do normal, principalmente na suspensão. Em uma ladeira, verifique se o freio de mão funciona bem. Depois, em um local amplo, veja se o carro, de uma maneira geral, lhe oferece uma boa visão. Se puder trafegar em trechos mais rápidos, como uma rodovia, acelere e diminua a velocidade para sentir os freios. Depois, em uma marcha mais longa, quarta ou quinta a 50 km/h, acelere como se fosse fazer uma ultrapassagem para saber se o motor está respondendo bem. No caso de carros usados, dê uma conferida ao final do teste para saber se há algum vazamento e olhe na saída do escapamento: se estiver com resíduos de óleo, o motor vai pedir retífica em breve. 

De volta à loja, tente manter a razão no comando. Dê uma volta completa ao redor do carro e observe todos os detalhes, como rodas, pneus, faróis, enfim, absolutamente tudo. Abra o capô, dê uma olhada geral, em seguida, veja o porta-malas. Se for um modelo usado, a ideia é conferir se tudo está em bom estado e, se for novo, o objetivo é saber se lhe agrada. 
Uma dica de fundamental importância, que pode parecer óbvia (mas não é) é tenha certeza de que o carro pretendido caberá no seu bolso. De nada vai adiantar comprá-lo e não conseguir pagar o seguro, troca de pneus, IPVA, consumo ou até mesmo manutenções mais básicas. 

Importante! Tenha certeza de que o carro vai atender as suas necessidades. Por exemplo: você que procura um automóvel para família, o carro tem de ser espaçoso e com um bom compartimento para bagagem. Você que tem filhos pequenos, será que o espaço será suficiente para as crianças? Você que é mais jovem, quer um carro bacana e prático, assim certifique-se que será possível instalar um rack para levar sua bicicleta ou prancha de surfe. Um detalhe muito óbvio, mas importante. O carro pretendido vai caber na sua garagem? Alguns utilitários e picapes são muito altos e, em certas entradas de garagem, principalmente de prédios, eles simplesmente não passam pelo portão basculante ou não conseguem manobrar na garagem apertada, entre pilares. 

Selo de consumo - Desde 2009 os compradores contam com um aliado na compra de um modelo novo: o Ministério do Meio Ambiente instituiu um selo referente ao consumo – será semelhante ao encontrado nos eletrodomésticos. Cada modelo de carro terá os dados impressos nesse selo, que irão apontar os carros mais econômicos. O melhor de tudo é que os dados não serão os fornecidos pelas montadoras, pois serão testados por profissionais especializados, o que garante a lealdade e parcialidade das informações. Inicialmente, as pessoas irão se preocupar apenas com o consumo, mas o programa do selo também exigirá os valores referentes a emissões de CO2 na atmosfera. 

Por fim, deixe o lado emocional decidir. O carro pode dizer muito a respeito da pessoa. Algumas vezes, ela se apaixona por determinado modelo e nem se importa com o custo de manutenção, seguro etc. Se o seu interesse é ter um carro bom e que atenda suas necessidades, essas dicas lhe serão muito úteis. Antes de se decidir pela compra, lembre-se de que nunca é demais testar diversos modelos. Cada teste lhe trará uma nova experiência e uma nova sensação para facilitar a sua escolha.

Boa compra! 

Como Funciona o Turbo de Um Carro?

O objetivo do turbocompressor é oferecer mais potência sem aumentar o tamanho do motor. Isto é conseguido por meio de um melhor rendimento volumétrico, ou seja, o sistema consegue colocar mais ar dentro dos cilindros. O turbocompressor é formado por dois rotores que trabalham dentro de câmaras projetadas (caracóis). Interligados por um eixo, funcionam de maneira solidária, ou seja, eles giram na mesma velocidade. Para entender melhor o funcionamento de um turbocompressor, podemos dividi-lo em duas partes: a parte quente e a parte fria. Um destes rotores, o da parte quente, é ligado à saída do escapamento, enquanto o outro, chamado de compressor (parte fria), faz parte do sistema de admissão de ar. O escapamento de um motor de combustão interna é uma incrível fonte de energia mecânica e calórica, graças à alta velocidade e temperatura com que os gases já queimados são expelidos. É a energia cinética destes gases que irão impulsionar o rotor do turbo (e, consequentemente, o compressor da parte fria, já que eles estão interligados por um eixo). Usando a energia do escapamento na parte quente, a parte fria do turbocompressor (que gira na mesma velocidade) admite ar atmosférico, do filtro de ar, e o comprime para dentro dos cilindros. Em vez de contar apenas com a pressão atmosférica, o motor turbocomprimido se vale do ar pressionado para dentro dos cilindros, gerando mais potência e mais torque. Para aumentar ainda mais o rendimento volumétrico, alguns motores também são equipados com o intercooler, equipamento que resfria e diminui o volume do ar já pressionado pelo turbocompressor. Com isso, entra ainda mais ar no motor, o que proporciona uma explosão mais forte dentro dos cilindros, resultando em mais potência.

Acompanhe a ilustração:

Nova Lei de Trânsito: Veja as Mudanças no CTB

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